Pedro Majewski, Ilse Gerdau e Augusto Sisson na inauguração do Olímpico Fonte: O Cruzeiro, 23 de outubro de 1954
Nascido em 15 de novembro de 1894 na cidade do Rio de Janeiro, Augusto Maria Sisson era casado com Zaida Antunes, irmã dos também jogadores do Grêmio Álvaro Antunes e Armando Luiz Antunes. Era filho do General Augusto Maria Sisson e Alice Martins de Araújo, sendo neto dos franceses Sebastien Augustin Sisson e Marie Justine Faller[1].
Após sua trajetória como jogador de futebol, atuou 2° Vice-presidente do Guarany de Alegrete e tornou médico na mesma cidade, atuando como pneumologista. Teria sua trajetória coroada em Altamira no Amazonas, onde, próximo aos 90 anos, seguiu para ajudar comunidades carentes[2]. Também foi membro do Grêmio Náutico União, onde exercia a atividade de natação, junto de seus filhos que obtiveram diversas vitórias na natação gaúcha. Nessa associação foi agraciado com o título de Sócio Benemérito.
Após deixar o Grêmio, Sisson disputaria um único amistoso pelo Internacional, à época com apenas 2 anos de existência e sem rivalidade latente com o Grêmio, que ainda considerava o Fussball seu principal adversário. O Colorado, que tentaria sem sucesso anular uma partida contra o Fussball pelos segundos quadros, sairia da Liga de Foot-Ball Porto Alegrense, termos em que Sisson jogaria pelo clube diante do Ginásio Conceição, em 9 de outubro de 1911, marcando um dos gols da vitória por 2x1 do Colorado.
Segunda passagem pelo Grêmio
Equipe campeã do Citadino de 1914 Fonte: Torcedor Gremista
Em 1912 o Internacional retornaria a LFPA e Sisson ao Grêmio. A segunda passagem seria histórica, com conquistas e inúmeros gols. Augusto reestrearia em 19 de maio de 1912, uma goleada por 8x0 sobre o Nacional de Porto Alegre. Meses depois, em 25 de agosto, novamente o Nacional sofreria uma goleada, dessa vez com Sisson como maior carrasco, o Imortal venceria os rivais pelo impressionante placar de 23x0, com Augusto marcando 8 vezes. Essa é até hoje a segunda maior goleada da história do futebol brasileiro. Em 1915 novamente ajudou a levar o Grêmio aos 23 gols, dessa vez contra o Americano num amistoso, marcou 14 gols nessa partida, recorde de gols assinalado por um jogador do Grêmio num único jogo.
Com sua impressionante média de gols e inúmeros títulos, ficou marcado como um dos grandes nomes do período clássico do Imortal.
Flamengo
Em 1916, Sisson jogaria pelo Flamengo, não há registros da razão da saída do Grêmio, mas especula-se que em razão da transferência do pai em 1915 para a academia no Realengo, Rio de Janeiro, Augusto possa ter sido transferido para a faculdade de medicina na cidade, em 1916. Com o Flamengo, Sisson conquistaria o Campeonato Carioca em 1920, permanecendo no clube até o início de 1921. No clube carioca, além de jogador, também foi capitão-treinador e dirigente.
Seleção Brasileira
Jornal retratando os jogadores brasileiros como macados Fonte: Rádio Itatiaia
Em 1920 Sisson seria convocado para a Seleção Brasileira[3], onde atuaria como capitão pelo Campeonato Sul-Americano daquele ano. Em 12 de outubro, no retorno da competição, os brasileiros enfrentariam a Seleção Argentina em amistoso disputada na cidade de Buenos Aires.
Antes do jogo, porém, o jornalista uruguaio Palacio Zino escreveu um artigo ofensivo aos brasileiros, cujo conteúdo foi ilustrado caricaturando os atletas da Seleção como macaquitos. Ao encontrar Zino no hall do hotel da delegação brasileira, Sisson desferiu um tapa no rosto do jornalista, tanto o atleta quanto outros brasileiros recusaram disputar a partida[4].